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Rubin Steiner é um
projeto capitaneado pelo
músico francês Fred Landier. Iniciado em 1998, faz uma fusão
iconoclasta de jazz, hip hop e eletrônica. Tudo começou com
experimentações em estúdio, até que a idéia
cresceu e Fred montou uma banda para tocar ao vivo as experimentações
que fazia no computador em casa.
Logo no disco de estréia "Lo-fi nu jazz vol.2", ele chamou
a atenção da mídia francesa e européia. Com
"Wunderbar drei", segundo CD, editado no Brasil pela BMG sem
grande alarde, lançado no ano passado, consagrou-se como um dos
grandes nomes das experimentações no campo da e-music (música
eletrônica). Vem se apresentando em festivais de vanguarda de toda
a Europa e nunca havia se apresentado no Brasil. Chama a atenção
como conseguem levar para o palco, com criatividade, as invenções
nascidas em estúdio, com colagens de músicas, ritmos e estilos.
Numa apresentação alucinante, Rubin Steiner fez o chão
tremer, numa performance inspirada em “vamos derreter nas batidas”
que contagiou todo o público. Praticamente desconhecido no Brasil,
o quarteto francês fez a moçada dançar bastante
ao som de música eletrônica que mistura elementos de Big
Band, como trombone e baixo acústico.
A choperia do Sesc Pompéia transformou-se numa tremenda pista
de dança com intervenções visuais nos telões,
loops variados e grooves certeiros disparados pelo quarteto. Sem contar,
o brilho e curtição que eles transpiravam no palco, se
divertindo a valer. Praticamente 2 horas de picardias sonoras, com um
bis emendado pois logo que o show acabou houve um brado arrasador da
platéia exigindo a volta dos músicos.
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Fernando
Rodrixx é designer, ilustrador e frequentador de inferninhos musicais.
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