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Festeiros que se prezam não
perdem um SKOL BEATS nem amarrado. Com uma cara mais urbana - mais clube,
menos rave, me joguei forte neste festival que não deve nada aos
badalados festivais internacionais. Como sou um digamos "old school"
da música eletrônica, desde aqueles vinis do "Bomb the
Bass" e tal, chapei na apresentação do Stereo
Mc's que despejou seus "hits blockbusters" e surpreendeu
pela performance do vocalista. Nesta altura, ainda esperando a brisa bater,
saí como um nômade vasculhando as outras tendas até
rolar o tão esperado show do 808 State (no meu rol de prediletas
da casa).
Depois
de percorrer um tremendo rolê, entrei acelerado na tenda "The
End" e quem estava lá, ele: Green Velvet,
o maluco gritou, saltou, se jogou no chão e dali em diante agradeci
aos gauleses Asterix e Obelix pelas viagens colorgivas que sempre me proporcionam.
Sem falar que o set do figura foi arrasador. Nestas horas você se
pergunta, para que academia? SKOL BEATS é garantia de boa forma
e sorriso constante.
Continuando
a saga, tirei a sorte grande de emendar na metade do set do famigerado
Patife, e ali meu chapa, foi só saculejo, sacode
o esqueleto porquê a cabeça já tá a milhas.
Saí clicando Deus e o mundo em ritmo de "feijões saltadores
mexicanos" num pula-pula frenético.
É
impressionante como em cada espaço, a sonzeira bombava e fazia
acontecer a essência deste festival: ninguém pára,
ninguém dorme. E como meu gosto musical estava redondo, redondo,
eu, minha namorada e amigos descambamos para a inesquecível apresentação
do 808 State, repleto de beats quebrados, reverses e
loops que bateram em minha mente pelo domigo a fora.
Como
sempre, nem tudo são flores ou batidas, deixo aqui meu protesto
de que o local estava mal sinalizado e complicava a vida daqueles que
tinham que sair no gás para achar onde seu DJ predileto estava
tocando.
Estados
alterados da mente, distorções das percepções
sonoras, imagens holográficas, tato aguçado e muitas bpms
na cachola.
Até o próximo Skol Beats 2004, pode vir quente que eu estou
fritando... Até lá.
Fernando
Rodrixx é designer, ilustrador e frequentador de inferninhos musicais.
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